VOCÊ ESTÁ EM >> A BOLA DA VEZ NO JARDIM

A Bola da Vez no Jardim

Você já ouviu falar em kokedama? A febre já começa a se espalhar pelo país. Trata-se de uma bola de terra, coberta de musgo, sobre a qual cresce uma planta ornamental, dispensando o uso de vasos. Pode ser suspensa ou colocada sobre suportes para decorar mesas, aparadores, cômodas... A ideia surgiu no Japão, a partir de uma combinação dos estilos de plantio do bonsai e do kusamono, e hoje popularizou-se especialmente nos pequenos jardins, varandas e interiores.

 

 


O kokedama ou bonsai-de-pobre, como é chamado popularmente pela simplicidade de sua elaboração, é feito de akadama (um mineral semelhante a argila granular natural, usado para o solo de árvores tipo bonsai e de outras plantas de cultivo similar) molhado e keto (turfa ou vegetação parcialmente decomposta; matéria orgânica). A planta é aplicada na bola e depois é envolta com musgo, utilizando um fio de alumínio ou de nylon, fixando todo o feixe. Aqui no Brasil, você pode adaptar outros materiais. O Kokedama deve ser regado regularmente.

 

 

 

 

Um dos métodos de rega sugere sentir o peso da bola ao longo de um período. Se parecer leve, ela pode ser submersa na água. As melhores plantas para a produção de Kokedama são aquelas que requerem sombra média a total, uma vez que a luz direta do sol pode queimar as plantas e base.

 

 

Elas só querem sombra e água fresca

Vida! É o que uma planta concede a qualquer ambiente. Mas para cultivá-la no interior de casa é preciso conhecer as
espécies que melhor se adaptam, sem a incidência direta e até indireta da luz do sol. A Revista Obra Prima listou abaixo algumas das espécies queridinhas do momento, não só pela facilidade no trato e resistência como por suas formas esculturais que complementam o design de interiores. Eis as espécies ideiais para o cultivo de kokedamas.
 
 
 
Philodendron martianum
Também chamada de babosa de Pacová
ou Babosa de Pau. Suas folhas com aspecto
brilhante são muito utilizadas no paisagismo
em pequenos vasos para criar pontos verdes
na decoração. Planta característica da Mata
Atlântica, requer poucos cuidados, pouca luz e
pouca rega: uma vez por semana é suficiente.
 
Ficus Lyrata
Figueira-lira, Ficus-lira, Figueira-violino, da família
Moraceae. Das últimas tendências para interiores,
são bem valorizadas em vasos de cerâmica
vietnamita. Internamente, seu crescimento tende
a ser mais lento e sua folhagem mais esparsa,
mas é muito decorativa. Também excelente para
absorver e bloquear a poluição sonora.
 
 
Camedórea
 
 
Chamaedorea
Esta planta, também conhecida popularmente
como Camedórea ou Camedoria, faz parte
da família Arecaceae, originária da América
Central. É bastante resiliente e garante um toque
de ousadia verde em qualquer sala de estar.
 
 
Espada-de-São-Jorge (ao fundo)
 
 
Sansevieria trifasciata
Conhecida como Espada-de-São-Jorge, Língua-
de-sogra, Rabo-de-lagarto, Sansevéria, é
associada à proteção da casa, como a espécie
Comigo-ninguém-pode. De fácil manutenção,
vai bem a pleno sol, a luz a ajuda crescer, mas
pode tolerar a escuridão. Apenas atente para
a podridão da raiz causada por excesso de
água. Eleita pela Nasa como a planta mais
versátil de todas, tem de absorver formaldeídos
liberados por madeiras, tecidos sintéticos e
carpetes, purificando o ar dessas substâncias
tóxicas, além de liberar oxigênio à noite.
 
Dieffenbachia
Gênero da família das Araceae, de folhas
variegadas, que engloba 51 espécies, entre
elas a famosa Comigo-Ninguém-Pode. A luz
filtrada é melhor para esta planta. Tente usar
uma cortina como uma barreira entre ela e
o sol, especialmente durante a primavera e
o verão, quando a planta está produzindo
folhas novas e tenras. Cuidado com a seiva
venenosa perto de crianças e animais.
 
Philodendron
Da família Angiospermae/ Araceae. As folhas
são em formato de coração, algumas
com dois tons de verde, então chamado de
filodendro-brasil e o de folhas em verde bem
claro, Philodendron hederaceum “Aurea”.
Pode ser cultiva em cachepot ou vasos com
estacas de fibra de coco, para ornamentar
cantos de escada, entrada ou coluna. Requer
poda para evitar que ela cresça com caules
longos e únicos.
 
 
Costela-de-Adão 
 
Guaimbê
 
 
Monstera deliciosa e Philodendro bipinnatifidum
A Costela-de-Adão (Monstera deliciosa)
é muito confundida com o Guaimbê (Philodendro
bipinnatifidum): a diferença é que a
primeira tem recortes em forma de furos,
enquanto o guaimbê tem as bordas rasgadas
por completo, sem “buracos”. Ambas
têm folhas grandes e bem verdes, exigem
poucos cuidados e precisam de luminosidade,
sem sol direto. As regas devem ser regulares,
pois gostam de umidade. Apesar da primeira
estar mais na moda, a Guaimbê também é
capaz de gerar um efeito muito especial na
decoração, em vaso ou no chão.